13
Apr 10

História da Educação à Distância em Universidades Brasileiras

A história da educação à distância nas universidades brasileiras nos conta que até o fim do século XX a grande maioria destas instituições ainda não possuia um envolvimento preciso com esta modalidade. A primeira grande iniciativa neste campo foi no ano de 1904, com o ensino por correspondência de certas áreas técnicas, sem exigência de formação anterior. Este modelo, assim, consagrou-se nos idos de 1941 com o Instituto Universal Brasileiro, que mais tarde tornou-se o motor prepulsor de boa parte da educação técnica brasileira.

Já no ensino superior propriamente dito, a EaD dá suas caras em fundações privadas e em organizações governamentais nas décadas de 70 e 80, através do modelo de educação supletiva, teleducativa e com aulas via satélite, que eram complementadas com materiais didáticos impressos, já caracterizando a educação que presenciamos hoje.

Assim, com o passar das décadas, boa barte das IES no Brasil aderiram ao movimento da Educação à Distância, fazendo do país um polo nesta modalidade na década de 90. Já com o avanço e domínio da internet nos idos de 94, tal avanço concretizou-se e tomou a forma que hoje conhecemos.


06
Apr 10

Educação à Distância da Europa

Por mais que muito se fale em Educação à Distância no Brasil, é interessante saber também como o processo deste modelo de educação se dá em outras partes do mundo. Hoje, com redes cada vez mais rápidas e mais baratas na Europa, muito tem se discutido sobre a implementação de maior parcela de carga horária de estudo autônomo por lá.

Vê-se este desenvolvimento claro a partir do currículo e proposta de ensino da Universidade à Distância de Hagen que começou seu programa de estudos específicos em 1975. Devido ao grande sucesso, hoja Universidade exporta idéias seguras e alternativas excelentes para a melhora do desempenho através de material didático diferenciado, tal como os famosos videostextos e os textos interativos.

Este movimento também difundiu-se por demais países europeus, tais como Inglaterra, Holanda e Espanha em suas Universidades Abertas e hoje documentamos esta modalidade educativa em mais de 80 países e em todos os continentens. Portanto, o que enxergamos como novo aqui nos campos brasileiros nada mais é que uma reprodução criativa do pode-se ver de sucesso em todo o mundo.


26
Mar 10

Conceito de Educação à Distância

Quando falamos de Educação, não podemos limitá-la ao simples ato de ensinar, reproduzir ou aprender. Isto está muito mais ligado à circunstâncias históricas, políticas e sociais do que com a própria modalidade que se escolhe para ensinar. Visto isso, as circunstâncias ligadas ao desenvolvimento tecnológico acelerado possibilitaram transmissões via satélite, internet e materiais multimídias.

Isso tudo não mudou somente nossa história e nossa política, mas também a forma com que se ensina e a forma com que se aprende. Por isso, selecionamos alguns dos principais conceitos da Educação à Distância e suas implicações:

· Educação  a  distância  não pode ser confundida com o simples desejo de não estar em sala ou com a falta de obrigatoriedade de estar no mesmo ambiente que o mestre. Esta então é o próprio processo com que se aprende e se ensina, mediado por tecnologias que aproximam professores de alunos.

· Não é só o ensino e o aprendizado que não se concentra em uma sala de aula, mas também a forma com que se comunicam, seja ela internet, correio, televisão, cds, telefone, dvds, etc.

· Na expressão toda a ênfase volta-se ao professor, como alguém que estaria longe do aluno. Com o passar do tempo, deu-se um novo sentido a isso, focando “Educação” e não mais “Ensino”.


23
Mar 10

Soluções para a Educação à Distância

Não nos cabe aqui julgar tão somente a qualidade, a falta de qualidade, os benefícios ou as mazelas com a Educação à Distância, mas também e sobretudo propor soluções para a melhoria dela.

Se os alunos buscam essa modalidade de ensino, buscam por qual motivo? Pela praticidade de estudar nos momentos que quer? Pela formação de menor custo? Pelo material didático e método de ensino diversificado? Pela necessidade de conciliar outras atividades com a educação? Distância de instituições? Pesquisas desse tipo são comuns no meio acadêmico que se propõe a estudar o movimento educacional. Mas também as dúvidas que se formam em relação ao motivo de tanta busca também assombram os pesquisadores.

Em bibliografias, o que mais se nota é que a justificativa mais comum para a busca da modalidade é a conciliação do trabalho, família e lazer com o estudo, o que se torna mais fácil sem a obrigatoriedade de assistir a aulas diariamente. Talvez então, uma das mais coerentes soluções para isso seria a construção de mais polos presenciais, onde o aluno pudesse entrar em contato com os seus pares e com seus mestres sempre que assim desejasse e assim, favorecendo um percentual maior de aulas presenciais e não somente através, então, de meios de comunicação não-presenciais, tais como blogs, emails, chats, etc.


17
Mar 10

Qualidade na Educação à Distância

Um dos maiores problemas não só da educação à distância, mas de todos as modalidades educativas é a falta de referência quando o assunto diz respeito à credibilidade, segurança e legalidade do serviço educacional quando este é feito tanto no âmbito privado quanto no público.

Assim, uma das maiores críticas que se faz à Educação à Distância é a baixa qualidade do ensino, do material didático ou mesmo do material apostilado fornecido pelos cursos. Assim, com grades muitas vezes já reduzidas, a má formação é algo evidente e, infelizmente, corriqueiro.

Para então dar mais segurança para os alunos ingressantes nesta modalidade de ensino, o Ministério da Educação notou a necessidade de listar os lugares credenciados e, principalmente, avaliar tais instituições. Isso resultou na Secretaria de Educação à Distância, onde você poderá consultar todas as intituições cadastradas e autorizadas a manter cursos à distância e polos presenciais.


11
Mar 10

Universidade com Cursos à Distância

Se antes essa era uma exclusividade de instituições de ensino privado, hoje as possibilidades de cursos superiores feitos nessa modalidade perpassam para as universidades públicas, pós-graduações e, em era de H1N1, até mesmo para o ensino médio.

Muito já foi falado sobre tecnologias de apoio, material didático diferenciado e métodos de ensino, mas pouco foi falado sobre a falta de socialização de conhecimento de quem faz a opção. A comunicação com o docente e com os demais discentes é fundamental no processo de aprendizagem e no processo de ensino do mestre. Quando se isola um aluno ou o limita à tecnologia de apoio, essa característica da educação fica totalmente engessada, pois, sem a troca e sem o aluno ver o seu par como alguém igual a ele e que permite tal troca, o próprio processo educacional se torna menos eficaz.

Assim, as instituições que abrem esses cursos, sempre têm a perspectiva de aumentar o número de aulas presenciais, fazendo  da modalidade algo totalmente misto. Cabe lembrar também que com e por causa da segunda onda do vírus da Gripe A, muitos colégios elaboraram métodos de espalhar os  programas de aulas para que seus alunos não percam tanto tempo de grade, tampouco que deixem de se preparar para os vestibulares vindouros. Tais métodos passam desde o velho e conhecido e-mail (tanto em formato de grupos, quanto em listas) até os elaborados sites das instituições de ensino.

Portanto, a educação à distância tem feito cada vez mais inovações para solucionar seus mais diversos problemas e ainda lançar desafios para que sejam superados pelos métodos mais convencionais de educar e ainda fazendo com que eles sempre se renovem, graças às boas idéias de quem levanta a bandeira da educação ao alcance de todas as mãos.


08
Mar 10

Cursos à Distância e a Tecnologia

Esse é um dos temas mais complexos dos nossos últimos tempos na educação. Há quem diga que o processo de aprendizado autônomo não se faz suficiente em um curso de graduação, que é onde o papel do professor tem uma importância praticamente vital. Contudo, também há quem defenda que o processo de aprendizado autodidata (ou quando o mestre só interfere no momento de dúvidas e/ou aplicações de testes de conhecimentos específicos) é extremamente prejudicial, já que o aluno, ainda que na graduação, é um tabuleiro a ser construído, jogado, mexido e preenchido.

Porém, essas duas alternativas apenas já não podem qualificar o estudante que adere a esse tipo de ensino. Essas duas teorias que se bastavem até os últimos dez anos já não podem classificar e servir de base para definir os dois únicos tipos de estudantes que procuram essa modalidade.

Com o distanciamento da população dos centros urbanos, maior jornada de trabalho e custo mais barato, o Ensino à Distância vêm ganhando uma nova cara: se antes as aulas eram apostiladas, hoje são digitalizadas ou mesmo passadas por vídeo em conexão de alta velocidade. Se antes tinha de se esperar por aulas para tirar dúvidas, hoje elas podem ser solucionadas imediatamente via e-mail ou VoIP.

Talvez estejamos presenciando não uma era de promiscuidade educacional, mas uma nova tendência que, graças à tecnologia, poderá ser ampliado futuramente a todos os demais âmbitos da educação. Ou seja, uma educação totalmente digitalizada, onde a presença do mestre se dará efetivamente, mas não já presencialmente.


07
Mar 10

Ensino à Distância

A popularização dos Cursos de Ensino à Distância proliferou-se nos útlimos anos em todo o Brasil, dando, em um momento ou outro, um caráter de marginalidade aos que aventuraram-se por essas praias da educação. Isso, contudo, é dado, de certa maneira, a hipocrisia da maioria dos professores, dos alunos e do mercado de trabalho.

Vejamos duas teorias:

- Se o seu curso é presencial, te basta somente aquilo dito em sala? Te basta somente aquelas poucas horas da semana para que seu estudo se fundamente? É necessário deixar os livros abandonados em casa nos momentos em que você não está na aula?;

- Se o seu curso é feito à distância, qual a falta que o professor te faz se usares seu tempo para o estudo com inteligência? Existem mecanismos que te possibilitam tirar dúvidas ao longo do tempo de estudo? Nas aulas presenciais existem espaços para eximir suas dúvidas ou angústias?

Se você se adequa à primeira, quais são as suas respostas? Será que usamos nosso tempo em sala de maneira responsável ou em muitas vezes nós nos dispersamos em conversas, leituras que não correspondem ao momento, etc?

E se você está inserido no grupo das pessoas que estudam à distância, em quantas das suas respostas apareceu um “sim” convicto e seguro?

Portanto, cabe a nós educadores ou educandos romper com esses preconceitos. Esta modalidade de educação merece mais apoio e reconhecimento. Ela vem se desenvolvendo de forma impressionante, graças aos meios tecnológicos, às apostilas e materiais didáticos renovados e adaptados, aos professores mais dedicados, etc., enquanto a modalidade de ensino presencial ainda está parada no tempo do quadro-e-giz e das carteiras enfileiradas.